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18 de Outubro de 2017
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    Direto do Plenário: Prossegue julgamento sobre afastamento de parlamentares

    Supremo Tribunal Federal
    há 8 dias

    O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) prossegue com o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5526, na qual os partidos Progressista (PP), Social Cristão (PSC) e Solidariedade (SD) pedem que as medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP), quando impostas a parlamentares federais, sejam submetidas à deliberação da respectiva Casa Legislativa em até 24 horas. Pela manhã, após as sustentações orais das partes envolvidas, o relator, ministro Edson Fachin, votou pela improcedência da ação. Até o momento, seguiram o relator os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Celso de Mello e a ministra Rosa Weber.

    O ministro Alexandre de Moraes abriu a divergência. Em seu entendimento, não é possível aplicar aos parlamentares as medidas cautelares diversas da prisão previstas no artigo 319 do CPP, ou, caso sejam aplicadas, entende que a respectiva Casa do Congresso Nacional deve se manifestar sobre sua manutenção.

    O ministro Dias Toffoli votou pela procedência parcial da ADI, posicionando-se no sentido da não aplicação de medidas cautelares que criem embaraços ao exercício do mandato, salvo em casos excepcionalíssimos. Ainda segundo ele, mesmo em casos excepcionais, a aplicação de medidas cautelares deve ser submetida à respectiva Casa Legislativa.

    O ministro Ricardo Lewandowski votou no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal ao artigo 319 do CPP de forma que, caso seja aplicada a parlamentares medida cautelar diversa da prisão que implique afastamento de suas funções, deve ser seguida de remessa dos autos dentro de 24 horas à Casa Legislativa respectiva para que esta resolva sobre sua manutenção.

    Também pela procedência parcial da ação, votou o ministro Gilmar Mendes, no sentido da impossibilidade da aplicação de medidas cautelares que envolvam constrição na atuação parlamentar.

    O ministro Marco Aurélio considera incabível a aplicação de cautelares a parlamentares mas, se aplicadas, entende que devem ser submetidas à Casa Legislativa.

    Falta votar a presidente, ministra Cármen Lúcia.

    Processos relacionados
    ADI 5526

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