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30 de Novembro de 2021
2º Grau
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Supremo Tribunal Federal STF - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE : ADI 7000265-27.2019.1.00.0000 MA - MARANHÃO 7000265-27.2019.1.00.0000

Supremo Tribunal Federal
ano passado
Detalhes da Jurisprudência
Processo
ADI 7000265-27.2019.1.00.0000 MA - MARANHÃO 7000265-27.2019.1.00.0000
Partes
REQTE.(S) PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA, INTDO.(A/S) GOVERNADOR DO ESTADO DO MARANHÃO, INTDO.(A/S) ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO
Publicação
DJe-159 25/06/2020
Julgamento
22 de Junho de 2020
Relator
Min. EDSON FACHIN
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Decisão

Decisão: O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (eDOC 9), os Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal (eDOC 16) e a Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (eDOC 30) requereram a admissão no feito na condição de amici curiae, em peças subscritas por advogados regularmente constituídos para atuarem no presente feito. O amicus curiae revela-se como importante instrumento de abertura do STF à participação na atividade de interpretação e aplicação da Constituição, o que é especialmente marcante nos processos de feição objetiva. Como é sabido, a interação dialogal entre o STF e pessoas naturais ou jurídicas, órgãos ou entidades especializadas, que se apresentem como amigos da Corte, tem um potencial epistêmico de apresentar diferentes pontos de vista, interesses, aspectos e elementos nem sempre alcançados, vistos ou ouvidos pelo Tribunal diretamente da controvérsia entre as partes em sentido formal, possibilitando, assim, decisões melhores e também mais legítimas do ponto de vista do Estado Democrático de Direito. O vigente Código de Processo Civil inovou ao incorporar ao ordenamento jurídico nacional regramento geral para o instituto no âmbito da jurisdição civil. É extremamente salutar que a Corte reflita com vagar sobre as vascularidades existentes entre o regramento das ações de controle de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal e o Processo Civil em geral, especialmente no que diz respeito à legitimidade recursal, etc. De qualquer sorte, consoante disposto no art. 7º, § 2º da Lei 9.868/1999, nesse ponto em recomendável leitura integrativa com o art. 138, caput, do CPC, duas balizas se fazem necessárias para a sua admissão. De um lado, tem-se a necessidade de relevância da matéria, a especificidade do tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia. De outro, a representatividade adequada do amicus curiae. Os três requerentes na hipótese envolvem advogados públicos que serão afetados pela decisão, de modo que detêm a necessária representatividade temática material e espacial, mostrando-se legítima sua intervenção na condição de amici curiae em virtude da possibilidade de contribuir de forma relevante, direta e imediata no tema em pauta. Diante do o exposto, admito o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; os Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal e a Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal como amici curiae, nos termos do art. , § 2º, da Lei nº 9.868/1999, facultando-lhes a apresentação de informações, memoriais escritos nos autos e de sustentação oral por ocasião do julgamento definitivo do mérito da presente ação direta de inconstitucionalidade. À Secretaria para as providências necessárias. Publique-se. Intime-se. Brasília, 22 de junho de 2020. Ministro Edson Fachin Relator Documento assinado digitalmente
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