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28 de Outubro de 2021
2º Grau
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Supremo Tribunal Federal STF - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE : ADI 6169 MS - MATO GROSSO DO SUL

Supremo Tribunal Federal
há 2 anos
Detalhes da Jurisprudência
Processo
ADI 6169 MS - MATO GROSSO DO SUL
Partes
REQTE.(S) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA
Publicação
DJe-171 07/08/2019
Julgamento
1 de Agosto de 2019
Relator
Min. ROSA WEBER
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Decisão

Vistos etc. 1. Requerem a admissão no feito, na qualidade de amici curiae, (i) a Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal - ANAPE (petição nº 40417/2019), (ii) a Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul – APREMS (petição nº 40873/2019) e (iii) o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil - CFOAB (petição nº 40988/2019). 2. O art. , § 2º, da Lei nº 9.868/1999 autoriza a admissão, pelo relator, nos processos de controle concentrado de constitucionalidade, de outros órgãos ou entidades, na qualidade de amici curiae, sempre que a matéria seja de significativa relevância e os requerentes ostentem representatividade adequada. Na medida em que tendente a pluralizar e enriquecer o debate constitucional com o aporte de argumentos e pontos de vista diferenciados, bem como de informações e dados técnicos relevantes à solução da controvérsia jurídica e, inclusive, de novas alternativas de interpretação da Carta Constitucional, a intervenção do amicus curiae acentua o respaldo social e democrático da jurisdição constitucional exercida por esta Corte. 3. A utilidade e a conveniência da intervenção do amicus curiae devem ser previamente examinadas pelo relator, ao decidir sobre o seu pleito de ingresso no processo. O art. , § 2º, da Lei nº 9.868/1999 lhe confere um poder discricionário (“o relator […] poderá, por despacho irrecorrível, admitir...”), e não vinculado. Na dicção do Ministro Celso de Mello, “a intervenção do amicus curiae, para legitimar-se, deve apoiar-se em razões que tornem desejável e útil a sua atuação processual na causa, em ordem a proporcionar meios que viabilizem uma adequada resolução do litígio constitucional” (ADI 2.321-MC, rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgada em 25.10.2000, DJ 10.6.2005, excerto da ementa). Tais requisitos dizem respeito à apreciação, a cargo do relator, acerca da necessidade do ingresso do amicus curiae no processo e, ainda, da efetiva contribuição que a sua intervenção possa trazer para a solução da lide jurídico-constitucional. A regência normativa do instituto desautoriza falar, pois, em direito subjetivo do requerente à habilitação nessa condição. 4. In casu, tenho por presentes, nos moldes do art. , § 2º, da Lei nº 9.868/1999, os requisitos legais, assim como a utilidade e a conveniência da sua atuação, consideradas as justificativas apresentadas e a amplitude da representatividade das requerentes. Defiro, pois, os pedidos de ingresso no feito, na condição de amici curiae, formulados pela Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal - ANAPE (petição nº 40417/2019), pela Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul – APREMS (petição nº 40873/2019) e pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil - CFOAB (petição nº 40988/2019). Facultadas, em decorrência, na forma do art. 138, § 2º, do Código de Processo Civil, a apresentação de informações e de memoriais, bem como a sustentação oral por ocasião do julgamento definitivo do mérito da presente ADI. À Secretaria para a inclusão do nome dos interessados e patronos. Publique-se. Brasília, 1º de agosto de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora
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