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26 de Junho de 2022
  • 2º Grau
  • Controle Concentrado de Constitucionalidade
  • Decisão de mérito
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Supremo Tribunal Federal STF - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: ADI 978 PB

Supremo Tribunal Federal
há 27 anos

Detalhes da Jurisprudência

Processo

ADI 978 PB

Órgão Julgador

Tribunal Pleno

Publicação

17/11/1995

Julgamento

19 de Outubro de 1995

Relator

ILMAR GALVÃO

Documentos anexos

Inteiro TeorADI_978_PB-_19.10.1995.pdf
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Ementa

E M E N T A: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DA PARAIBA - OUTORGA DE PRERROGATIVAS DE CARÁTER PROCESSUAL PENAL AO GOVERNADOR DO ESTADO - IMUNIDADE A PRISÃO CAUTELAR E A QUALQUER PROCESSO PENAL POR DELITOS ESTRANHOS A FUNÇÃO GOVERNAMENTAL - INADMISSIBILIDADE - OFENSA AO PRINCÍPIO REPUBLICANO - USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA LEGISLATIVA DA UNIÃO - PRERROGATIVAS INERENTES AO PRESIDENTE DA REPUBLICA ENQUANTO CHEFE DE ESTADO ( CF/88, ART. 86, PAR.3. E 4.)- AÇÃO DIRETA PROCEDENTE. PRINCÍPIO REPUBLICANO E RESPONSABILIDADE DOS GOVERNANTES.

- A responsabilidade dos governantes tipifica-se como uma das pedras angulares essenciais a configuração mesma da ideia republicana. A consagração do princípio da responsabilidade do Chefe do Poder Executivo, além de refletir uma conquista basica do regime democratico, constitui consequencia necessaria da forma republicana de governo adotada pela Constituição Federal. O princípio republicano exprime, a partir da ideia central que lhe e subjacente, o dogma de que todos os agentes publicos - os Governadores de Estado e do Distrito Federal, em particular - são igualmente responsaveis perante a lei. RESPONSABILIDADE PENAL DO GOVERNADOR DO ESTADO - Os Governadores de Estado - que dispoem de prerrogativa de foro ratione muneris perante o Superior Tribunal de Justiça ( CF, art. 105, I, a)- estao permanentemente sujeitos, uma vez obtida a necessaria licenca da respectiva Assembléia Legislativa ( RE 153.968-BA, Rel. Min. ILMAR GALVAO; RE 159.230-PB, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE), a processo penal condenatório, ainda que as infrações penais a eles imputadas sejam estranhas ao exercício das funções governamentais - A imunidade do Chefe de Estado a persecução penal deriva de cláusula constitucional exorbitante do direito comum e, por traduzir consequencia derrogatória do postulado republicano, só pode ser outorgada pela propria Constituição Federal. Precedentes: RTJ 144/136, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE; RTJ 146/467, Rel. Min. CELSO DE MELLO. Analise do direito comparado e da Carta Política brasileira de 1937. IMUNIDADE A PRISÃO CAUTELAR - PRERROGATIVA DO PRESIDENTE DA REPUBLICA - IMPOSSIBILIDADE DE SUA EXTENSAO, MEDIANTE NORMA DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, AO GOVERNADOR DO ESTADO - O Estado-membro, ainda que em norma constante de sua propria Constituição, não dispõe de competência para outorgar ao Governador a prerrogativa extraordinária da imunidade a prisão em flagrante, a prisão preventiva e a prisão temporaria, pois a disciplinação dessas modalidades de prisão cautelar submete-se, com exclusividade, ao poder normativo da União Federal, por efeito de expressa reserva constitucional de competência definida pela Carta da Republica - A norma constante da Constituição estadual - que impede a prisão do Governador de Estado antes de sua condenação penal definitiva - não se reveste de validade jurídica e, consequentemente, não pode subsistir em face de sua evidente incompatibilidade com o texto da Constituição Federal. PRERROGATIVAS INERENTES AO PRESIDENTE DA REPUBLICA ENQUANTO CHEFE DE ESTADO - Os Estados-membros não podem reproduzir em suas proprias Constituições o conteudo normativo dos preceitos inscritos no art. 86, PAR.3. e 4., da Carta Federal, pois as prerrogativas contempladas nesses preceitos da Lei Fundamental - por serem unicamente compativeis com a condição institucional de Chefe de Estado - são apenas extensiveis ao Presidente da Republica.

Acórdão

Por maioria de votos, o Tribunal julgou procedente a ação e declarou a inconstitucionalidade dos §§ 3º e 4º do art. 88 da Constituição do Estado da Paraiba, vencido o Ministro Ilmar Galvão (Relator), que a julgava improcedente. Votou o Presidente. Relator para o acórdão o Ministro Celso de Mello. Plenário, 19.10.95.

Resumo Estruturado

CT0226, PODER EXECUTIVO, GOVERNADOR, IMUNIDADE PROCESSUAL, CRIME , COMUM, PRISÃO, IMPOSSIBILIDADE, SENTENÇA CONDENATÓRIA, , INEXISTÊNCIA, CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, (PB), UNIÃO FEDERAL, , COMPETÊNCIA LEGISLATIVA, USURPAÇÃO, DISPOSITIVO, , INCONSTITUCIONALIDADE CT0226, PODER EXECUTIVO, GOVERNADOR, IMUNIDADE PROCESSUAL, MANDATO , ELETIVO, VIGENCIA, FUNÇÕES, EXERCÍCIO, ATO ESTRANHO, , RESPONSABILIDADE, AUSÊNCIA, CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, (PB), PRINCÍPIO REPUBLICANO, OFENSA, DISPOSITIVO, INCONSTITUCIONALIDADE

Referências Legislativas

Observações

- Acórdãos citados: ADI 980, RE 153968, RE 159230; RTJ 131/486, RTJ 144/136, RTJ 146/146. Número de páginas: 48. Análise: 01/02/2010, FMN. Alteração: 13/04/2011, DCR.
Disponível em: https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/745161/acao-direta-de-inconstitucionalidade-adi-978-pb

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