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28 de Janeiro de 2022
2º Grau
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Supremo Tribunal Federal STF - RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO : ARE 642062 RJ

Supremo Tribunal Federal
há 11 anos
Detalhes da Jurisprudência
Processo
ARE 642062 RJ
Partes
PETROBRÁS - PETRÓLEO BRASILEIRO S/A, FREDERICO SIQUEIRA FERREIRA, MARIA LÚCIA ROLIM BARCELLOS, FERNANDO AUGUSTO LYRA FERREIRA CAJU
Publicação
DJe-116 DIVULG 16/06/2011 PUBLIC 17/06/2011
Julgamento
13 de Junho de 2011
Relator
Min. ELLEN GRACIE
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Decisão

1. Trata-se de agravo nos próprios autos contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão o qual condenou a recorrente a pagar indenização por danos morais e ao fornecimento de medicamentos para tratamento de saúde. No RE, sustenta-se ofensa aos artigos , XXXV, 93, IX, 114, I, da Constituição Federal.2. O recurso não merece prosperar. Preliminarmente, verifico que para o exame das violações alegadas, seriam necessários o reexame de fatos e provas (Súmulas STF 279) e a análise de legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede extraordinária. Nesse sentido: AI 774.666-AgR/RJ, rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 11.3.2011; RE 606.038-AgR/BA, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 24.9.2010; e RE 563.173-AgR/DF, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 18.9.2009, os dois últimos assim dos:“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. CONTROVÉRSIA SOBRE RELAÇÃO DE CONSUMO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”.“CONSTITUCIONAL. TRABALHO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DANO MORAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. A Justiça do Trabalho será competente para julgar ações de indenização por danos morais e materiais quando decorrentes da relação de trabalho entre as partes. 2. Para verificar se a relação entre as partes da presente demanda é proveniente da relação de trabalho, é necessária a análise da matéria fático-probatória, circunstância inviável nesta sede recursal (Súmula STF 279). 3. Agravo regimental improvido.”3. Quanto às alegações de ofensa a incisos do artigo da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural–, a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de que podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, unânime, DJ 26.06.2002; RE 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe 04.04.2008;e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 06.03.2009.4. Por fim, no que tange à suposta ofensa ao artigo 93, IX, da CF/88, verifico que o acórdão contém motivação suficiente e adequada. O fato de ter sido contrário aos interesses da parte não configura ofensa ao referido dispositivo constitucional.Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: RE 535.315-AgR-ED/SP, de minha relatoria, 2ª Turma, unânime, DJe 22.05.2009; AI 557.074-AgR/SC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 22.06.2007. Sobre o assunto, ressalte-se, ainda, que esta Corte tem o seguinte entendimento: “o que a Constituição exige, no inc. IX, do art. 93, é que o juiz ou o tribunal dê as razões de seu convencimento, não se exigindo que a decisão seja amplamente fundamentada, extensamente fundamentada, dado que a decisão com motivação sucinta é decisão motivada” (RE 430.637-AgR/PR, rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, unânime, DJ 23.09.2005). Recentemente, esse posicionamento foi reafirmado pelo Pleno deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-QO/PE, rel. Min. Gilmar Mendes, por maioria, DJe 13.8.2010.5. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 544, § 4º, II, “b”). Publique-se. Brasília, 13 de junho de 2011.Ministra Ellen Gracie Relatora

Referências Legislativas

Observações

Legislação feita por:(ACC).
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