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6 de Julho de 2022
  • 2º Grau
  • Controle Concentrado de Constitucionalidade
  • Decisão de mérito
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Supremo Tribunal Federal STF - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: ADI 3343 DF

Supremo Tribunal Federal
há 11 anos

Detalhes da Jurisprudência

Processo

ADI 3343 DF

Órgão Julgador

Tribunal Pleno

Partes

REQTE.(S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, INTDO.(A/S) : CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL

Publicação

22/11/2011

Julgamento

1 de Setembro de 2011

Relator

AYRES BRITTO

Documentos anexos

Inteiro TeorADI_3343_DF_1325813294094.pdf
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Ementa

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 3.449/04 DO DISTRITO FEDERAL. PROIBIÇÃO DE COBRANÇA DE ASSINATURA BÁSICA NOS SERVIÇOS DE ÁGUA, LUZ, GÁS, TV A CABO E TELEFONIA. INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA DA UNIÃO PARA LEGISLAR E PRESTAR OS SERVIÇOS PÚBLICOS DE TELECOMUNICAÇÕES E ENERGIA ELÉTRICA ( CF, ART. 21, XI E XII, ‘b’, E 22, IV). FIXAÇÃO DA POLÍTICA TARIFÁRIA COMO PRERROGATIVA INERENTE À TITULARIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO ( CF, ART. 175, PARÁGRAFO ÚNICO, III). AFASTAMENTO DA COMPETÊNCIA CONCORRENTE DO ESTADO-MEMBRO PARA LEGISLAR SOBRE CONSUMO ( CF, ART. 24, V E VII). USUÁRIO DE SERVIÇOS PÚBLICOS CUJO REGIME GUARDA DISTINÇÃO COM A FIGURA DO CONSUMIDOR ( CF, ART. 175, PARÁGRAFO ÚNICO, II). PRECEDENTES. SERVIÇOS DE FORNECIMENTO DE ÁGUA E GÁS. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO ( CF, ART. ). PROCEDÊNCIA DO PEDIDO.

1. O sistema federativo instituído pela Constituição Federal de 1988 torna inequívoco que cabe à União a competência legislativa e administrativa para a disciplina e a prestação dos serviços públicos de telecomunicações e energia elétrica ( CF, arts. 21, XI e XII, ‘b’, e 22, IV).
2. A Lei nº 3.449/04 do Distrito Federal, ao proibir a cobrança da tarifa de assinatura básica “pelas concessionárias prestadoras de serviços de água, luz, gás, TV a cabo e telefonia no Distrito Federal” (art. 1º, caput), incorreu em inconstitucionalidade formal, porquanto necessariamente inserida a fixação da ”política tarifária” no âmbito de poderes inerentes à titularidade de determinado serviço público, como prevê o art. 175, parágrafo único, III, da Constituição, elemento indispensável para a preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão e, por consequência, da manutenção do próprio sistema de prestação da atividade.
3. Inexiste, in casu, suposto respaldo para o diploma impugnado na competência concorrente dos Estados-membros para dispor sobre direito do consumidor ( CF, art. 24, V e VII), cuja interpretação não pode conduzir à frustração da teleologia da referida regra expressa contida no art. 175, parágrafo único, III, da CF, descabendo, ademais, a aproximação entre as figuras do consumidor e do usuário de serviços públicos, já que o regime jurídico deste último, além de informado pela lógica da solidariedade social ( CF, art. , I), encontra sede específica na cláusula “direitos dos usuários” prevista no art. 175, parágrafo único, II, da Constituição.
4. Ofende a denominada reserva de administração, decorrência do conteúdo nuclear do princípio da Separação de Poderes ( CF, art. ), a proibição de cobrança de tarifa de assinatura básica no que concerne aos serviços de água e gás, em grande medida submetidos também à incidência de leis federais ( CF, art. 22, IV), mormente quando constante de ato normativo emanado do Poder Legislativo fruto de iniciativa parlamentar, porquanto supressora da margem de apreciação do Chefe do Poder Executivo Distrital na condução da Administração Pública, no que se inclui a formulação da política pública remuneratória do serviço público.
5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente.

Decisão

O Tribunal, por maioria, julgou procedente a ação direta, contra o voto do Senhor Ministro Ayres Britto (Relator). Votou o Presidente, Ministro Cezar Peluso. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Falou pelo amicus curiae a Dra. Daniela Rodrigues Teixeira. Plenário, 01.09.2011.

Acórdão

O Tribunal, por maioria, julgou procedente a ação direta, contra o voto do Senhor Ministro Ayres Britto (Relator). Votou o Presidente, Ministro Cezar Peluso. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Falou pelo amicus curiae a Dra. Daniela Rodrigues Teixeira. Plenário, 01.09.2011.

Resumo Estruturado

- VIDE EMENTA. - VOTO VENCIDO, MIN. AYRES BRITTO: IMPROCEDÊNCIA, AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE, LEI ORDINÁRIA, DISTRITO FEDERAL, AUSÊNCIA, REGULAMENTAÇÃO, SERVIÇO DE TELECOMUNICAÇÃO, TV A CABO, ÁGUA CANALIZADA, ENERGIA ELÉTRICA. NORMA JURÍDICA, REGULAÇÃO, DIREITO DO CONSUMIDOR, ÂMBITO, DISTRITO FEDERAL, CONSIDERAÇÃO, INEXISTÊNCIA, LEI NACIONAL, AUTORIZAÇÃO, COBRANÇA, ASSINATURA BÁSICA. COBRANÇA, PRESTAÇÃO DE SERVIÇO, AUSÊNCIA, EFETIVIDADE, PRESTAÇÃO, SERVIÇO, CONFIGURAÇÃO, ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA, CONCESSIONÁRIA, PERMISSIONÁRIO, OFENSA, PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. CONCESSIONÁRIA, REMUNERAÇÃO, TARIFA, INCOMPATIBILIDADE, SERVIÇO PÚBLICO UTI UNIVERSI.

Referências Legislativas

Observações

- Acórdãos citados: ADI 2832, ADI 3322 MC, ADI 3533 - Tribunal Pleno, ADI 4369 MC-REF - Tribunal Pleno, RE 351750. - Decisão monocrática citada: ADI 4603 MC. - Veja Informativos 628 ( ADI 4603) e 269, 378 e 610 ( ADI 2615) do STF. Número de páginas: 46. Análise: 29/11/2011, MMR. Revisão: 01/12/2011, ACG.
Disponível em: https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/20998043/acao-direta-de-inconstitucionalidade-adi-3343-df

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