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22 de Janeiro de 2022
2º Grau
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Supremo Tribunal Federal STF - MANDADO DE SEGURANÇA : MS 23652 DF

Supremo Tribunal Federal
há 21 anos
Detalhes da Jurisprudência
Processo
MS 23652 DF
Órgão Julgador
Tribunal Pleno
Partes
JOSÉ ALEKSANDRO DA SILVA, RUY ALBERTO DUARTE E OUTRO, PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI DO NARCOTRÁFICO)
Publicação
DJ 16-02-2001 PP-00092 EMENT VOL-02019-01 PP-00106
Julgamento
22 de Novembro de 2000
Relator
Min. CELSO DE MELLO
Documentos anexos
Inteiro TeorMS_23652_DF_1279113138468.pdf
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Ementa

COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - QUEBRA DE SIGILO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA - ATO PRATICADO EM SUBSTITUIÇÃO A ANTERIOR QUEBRA DE SIGILO QUE HAVIA SIDO DECRETADA SEM QUALQUER FUNDAMENTAÇÃO - POSSIBILIDADE - EXISTÊNCIA SIMULTÂNEA DE PROCEDIMENTOS PENAIS EM CURSO, INSTAURADOS CONTRA O IMPETRANTE - CIRCUNSTÂNCIA QUE NÃO IMPEDE A INSTAURAÇÃO DA PERTINENTE INVESTIGAÇÃO PARLAMENTAR SOBRE FATOS CONEXOS AOS EVENTOS DELITUOSOS - REFERÊNCIA À SUPOSTA ATUAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS NO ESTADO DO ACRE, QUE SERIAM RESPONSÁVEIS PELA PRÁTICA DE ATOS CARACTERIZADORES DE UMA TEMÍVEL MACRODELINQÜÊNCIA (TRÁFICO DE ENTORPECENTES, LAVAGEM DE DINHEIRO, FRAUDE, CORRUPÇÃO, ELIMINAÇÃO FÍSICA DE PESSOAS, ROUBO DE AUTOMÓVEIS, CAMINHÕES E CARGAS) - ALEGAÇÃO DO IMPETRANTE DE QUE INEXISTIRIA CONEXÃO ENTRE OS ILÍCITOS PENAIS E O OBJETO PRINCIPAL DA INVESTIGAÇÃO PARLAMENTAR - AFIRMAÇÃO DESPROVIDA DE LIQUIDEZ - MANDADO DE SEGURANÇA INDEFERIDO. A QUEBRA FUNDAMENTADA DO SIGILO INCLUI-SE NA ESFERA DE COMPETÊNCIA INVESTIGATÓRIA DAS COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO

. - A quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico de qualquer pessoa sujeita a investigação legislativa pode ser legitimamente decretada pela Comissão Parlamentar de Inquérito, desde que esse órgão estatal o faça mediante deliberação adequadamente fundamentada e na qual indique, com apoio em base empírica idônea, a necessidade objetiva da adoção dessa medida extraordinária. Precedente: MS 23.452-RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO .(Pleno) PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE JURISDIÇÃO E QUEBRA DE SIGILO POR DETERMINAÇÃO DA CPI
. - O princípio constitucional da reserva de jurisdição - que incide sobre as hipóteses de busca domiciliar (CF, art. , XI), de interceptação telefônica (CF, art. , XII) e de decretação da prisão, ressalvada a situação de flagrância penal (CF, art. , LXI)- não se estende ao tema da quebra de si gilo, pois, em tal matéria, e por efeito de expressa autorização dada pela própria Constituição da República (CF, art. 58, § 3º), assiste competência à Comissão Parlamentar de Inquérito, para decretar, sempre em ato necessariamente motivado, a excepcional ruptura dessa esfera de privacidade das pessoas. AUTONOMIA DA INVESTIGAÇÃO PARLAMENTAR
. - O inquérito parlamentar, realizado por qualquer CPI, qualifica-se como procedimento jurídico-constitucional revestido de autonomia e dotado de finalidade própria, circunstância esta que permite à Comissão legislativa - sempre respeitados os limites inerentes à competência material do Poder Legislativo e observados os fatos determinados que ditaram a sua constituição - promover a pertinente investigação, ainda que os atos investigatórios possam incidir, eventualmente, sobre aspectos referentes a acontecimentos sujeitos a inquéritos policiais ou a processos judiciais que guardem conexão com o evento principal objeto da apuração congressual. Doutrina. Precedente: MS 23.639-DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO .(Pleno) O PROCESSO MANDAMENTAL NÃO COMPORTA DILAÇÃO PROBATÓRIA
. - O processo de mandado de segurança qualifica-se como processo documental, em cujo âmbito não se admite dilação probatória, pois a liquidez dos fatos, para evidenciar-se de maneira incontestável, exige prova pré-constituída, circunstância essa que afasta a discussão de matéria fática fundada em simples conjecturas ou em meras suposições ou inferências.

Decisão

O Tribunal, por unanimidade, indeferiu o mandado de segurança. Votou o Presidente. Plenário, 21.11.2000.

Resumo Estruturado

- VIDE EMENTA E INDEXAÇÃO PARCIAL: IMPOSSIBILIDADE, INSTAURAÇÃO, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO, OBJETIVO, EXCLUSIVIDADE, INVESTIGAÇÃO, ILÍCITO PENAL, EXCEÇÃO, HIPÓTESE, INDISPENSABILIDADE, APURAÇÃO, FATO DETERMINADO, MOTIVAÇÃO, INQUÉRITO PARLAMENTAR. INVIABILIDADE, DETERMINAÇÃO, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI), ABSTENÇÃO, DIVULGAÇÃO, DADO, SIGILO, MOTIVO, IMPOSSIBILIDADE, PRESUNÇÃO, TRANSGRESSÃO, LIMITE, CONSTITUIÇÃO FEDERAL, AUSÊNCIA, JUSTA CAUSA.

Referências Legislativas

Observações

-Acórdãos citados: Inq 1566, Inq 1567, Inq 1613, MS 21872, MS 23452, MS 23465, MS 23491, MS 23549, MS 23639, HC 71039, HC 79244; RDA 199/205. Análise: 04/02/2009, CLM. Revisão: 16/02/2009, JBM.
Disponível em: https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/14752556/mandado-de-seguranca-ms-23652-df

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