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4 de Dezembro de 2021
2º Grau
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Supremo Tribunal Federal STF - RECURSO EXTRAORDINÁRIO : RE 153771 MG

Supremo Tribunal Federal
há 24 anos
Detalhes da Jurisprudência
Processo
RE 153771 MG
Órgão Julgador
Tribunal Pleno
Partes
JOSÉ TARCIZIO DE ALMEIDA MELO, DARCY BESSONE, MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE, MARCOS JORGE CALDAS PEREIRA E OUTROS
Publicação
DJ 05-09-1997 PP-41892 EMENT VOL-01881-03 PP-00496 RTJ VOL-00162-02 PP-00726
Julgamento
20 de Novembro de 1996
Relator
Min. CARLOS VELLOSO
Documentos anexos
Inteiro TeorRE_153771_MG_1278859707468.pdf
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Ementa

- IPTU. Progressividade. - No sistema tributário nacional é o IPTU inequivocamente um imposto real. - Sob o império da atual Constituição, não é admitida a progressividade fiscal do IPTU, quer com base exclusivamente no seu artigo 145, § 1º, porque esse imposto tem caráter real que é incompatível com a progressividade decorrente da capacidade econômica do contribuinte, quer com arrimo na conjugação desse dispositivo constitucional (genérico) com o artigo 156, § 1º(específico). - A interpretação sistemática da Constituiçãoconduz inequivocamente à conclusão de que o IPTU com finalidade extrafiscal a que alude o inciso IIdo § 4ºdo artigo 182é a explicitação especificada, inclusive com limitação temporal, do IPTU com finalidade extrafiscal aludido no artigo 156, I, § 1º.- Portanto, é inconstitucional qualquer progressividade, em se tratando de IPTU, que não atenda exclusivamente ao disposto no artigo 156, § 1º, aplicado com as limitações expressamente constantes dos §§ 2ºe do artigo 182, ambos da Constituição Federal. Recurso extraordinário conhecido e provido, declarando-se inconstitucional o sub-itemdo setor II da Tabela III da Lei 5.641, de 22.12.89, no município de Belo Horizonte.

Decisão

- Pediu vista dos autos o Ministro Moreira Alves, depois do voto do Ministro Carlos Velloso (Relator), não conhecendo do recurso. Falou:pelo recorrente, o Professor Darcy Bessone, pelo recorrido, o Dr.Marcos Jorge Caldas Pereira, e, pelo Ministério Público Federal, o Dr.Geraldo Brindeiro. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Melo e Março Aurélio. Plenário, 04.09.96.- Apresentado o feito em mesa pelo Ministro Moreira Alves, que pedira vista dos autos, o Tribunal deliberou que se aguardasse, para efeito de prosseguimento do julgamento, a presença de todos os Ministros.Ausentes, justificadamente, os Ministros Sepúlveda Pertence,Presidente, e Março Aurélio. Plenário, 24.10.96.- Por maioria de votos, o Tribunal conheceu do recurso e lhe deu provimento para deferir o mandado de segurança e declarar a inconstitucionalidade do sub-itemdo Setor II da Tabela III, da Lei nº 5.641, de 22.12.89, do Município de Belo Horizonte, vencido o Ministro Carlos Velloso (Relator), que não conhecia do recurso. Votou o Presidente. Relator para o acórdão o Ministro Moreira Alves. Ausente,justificadamente, o Ministro Março Aurélio. Plenário, 20.11.96.

Resumo Estruturado

AGUARDANDO INDEXAÇÃO

Doutrina

  • Obra: PRINCÍPIOS COMUNS DE DIREITO CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO
  • Autor: VICTOR UCKMAR (TRAD. MARÇO AURÉLIO GRECO)
  • Obra: LA COSTITUZIONE DELLA REPUBBLICA ITALIANA
  • Autor: VINCENZO CARULLO

Referências Legislativas

Observações

Número de páginas: (77). Análise:(LMS). Revisão:(AAF). Inclusão: 22/09/97, (MLR). Alteração: 06/06/05, (SVF).
Disponível em: https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/14701037/recurso-extraordinario-re-153771-mg

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