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16 de Maio de 2022
  • 2º Grau
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Supremo Tribunal Federal STF - MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: ADI 2028 DF

Supremo Tribunal Federal
há 22 anos
Detalhes da Jurisprudência
Processo
ADI 2028 DF
Órgão Julgador
Tribunal Pleno
Partes
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE-HOSPITAIS, ESTABELECIMENTOS E SERVIÇOS - CNS, IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTROS, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, CONGRESSO NACIONAL
Publicação
DJ 16-06-2000 PP-00030 EMENT VOL-01995-01 PP-00113
Julgamento
11 de Novembro de 1999
Relator
Min. MOREIRA ALVES
Documentos anexos
Inteiro TeorADI_2028_DF_1278842523795.pdf
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Ementa

Ação direta de inconstitucionalidade. Art. , na parte em que alterou a redação do artigo 55, III, da Lei 8.212/91 e acrescentou-lhe os §§ 3º, 4º e 5º, e dos artigos , e , todos da Lei 9.732, de 11 de dezembro de 1998. - Preliminar de mérito que se ultrapassa porque o conceito mais lato de assistência social - e que é admitido pela Constituição - é o que parece deva ser adotado para a caracterização da assistência prestada por entidades beneficentes, tendo em vista o cunho nitidamente social da Carta Magna. - De há muito se firmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que só é exigível lei complementar quando a Constituição expressamente a ela faz alusão com referência a determinada matéria, o que implica dizer que quando a Carta Magna alude genericamente a "lei" para estabelecer princípio de reserva legal, essa expressão compreende tanto a legislação ordinária, nas suas diferentes modalidades, quanto a legislação complementar. - No caso, o artigo 195, § 7º, da Carta Magna, com relação a matéria específica (as exigências a que devem atender as entidades beneficentes de assistência social para gozarem da imunidade aí prevista), determina apenas que essas exigências sejam estabelecidas em lei. Portanto, em face da referida jurisprudência desta Corte, em lei ordinária. - É certo, porém, que há forte corrente doutrinária que entende que, sendo a imunidade uma limitação constitucional ao poder de tributar, embora o § 7º do artigo 195 só se refira a "lei" sem qualificá-la como complementar - e o mesmo ocorre quanto ao artigo 150, VI, c, da Carta Magna -, essa expressão, ao invés de ser entendida como exceção ao princípio geral que se encontra no artigo 146, II ("Cabe à lei complementar: ....

II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar"), deve ser interpretada em conjugação com esse princípio para se exigir lei complementar para o e stabelecimento dos requisitos a ser observados pelas entidades em causa. - A essa fundamentação jurídica, em si mesma, não se pode negar relevância, embora, no caso, se acolhida, e, em conseqüência, suspensa provisoriamente a eficácia dos dispositivos impugnados, voltará a vigorar a redação originária do artigo 55 da Lei 8.212/91, que, também por ser lei ordinária, não poderia regular essa limitação constitucional ao poder de tributar, e que, apesar disso, não foi atacada, subsidiariamente, como inconstitucional nesta ação direta, o que levaria ao não-conhecimento desta para se possibilitar que outra pudesse ser proposta sem essa deficiência. - Em se tratando, porém, de pedido de liminar, e sendo igualmente relevante a tese contrária - a de que, no que diz respeito a requisitos a ser observados por entidades para que possam gozar da imunidade, os dispositivos específicos, ao exigirem apenas lei, constituem exceção ao princípio geral -, não me parece que a primeira, no tocante à relevância, se sobreponha à segunda de tal modo que permita a concessão da liminar que não poderia dar-se por não ter sido atacado também o artigo 55 da Lei 8.212/91 que voltaria a vigorar integralmente em sua redação originária, deficiência essa da inicial que levaria, de pronto, ao não-conhecimento da presente ação direta. Entendo que, em casos como o presente, em que há, pelo menos num primeiro exame, equivalência de relevâncias, e em que não se alega contra os dispositivos impugnados apenas inconstitucionalidade formal, mas também inconstitucionalidade material, se deva, nessa fase da tramitação da ação, trancá-la com o seu não-conhecimento, questão cujo exame será remetido para o momento do julgamento final do feito. - Embora relevante a tese de que, não obstante o § 7º do artigo 195 só se refira a"lei", sendo a imunidade uma limitação constitucional ao poder de tributar, é de se exigir lei complementar para o estabelecimento dos requisitos a ser observados pelas entidades em causa, no caso, porém, dada a relevância das duas teses opostas, e sendo certo que, se concedida a liminar, revigorar-se-ia legislação ordinária anterior que não foi atacada, não deve ser concedida a liminar pleiteada. - É relevante o fundamento da inconstitucionalidade material sustentada nos autos (o de que os dispositivos ora impugnados - o que não poderia ser feito sequer por lei complementar - estabeleceram requisitos que desvirtuam o próprio conceito constitucional de entidade beneficente de assistência social, bem como limitaram a própria extensão da imunidade). Existência, também, do" periculum in mora ". Referendou-se o despacho que concedeu a liminar para suspender a eficácia dos dispositivos impugnados nesta ação direta.

Resumo Estruturado

TB1006 , CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, ISENÇÃO, ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, CONCEITO CONSTITUCIONAL, DESVIRTUAÇÃO, IMUNIDADE LIMITAÇÃO, MEDIDA CAUTELAR, DEFERIMENTO CT0910 , AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE, MEDIDA CAUTELAR, ASSISTÊNCIA SOCIAL, ENTIDADE BENEFICENTE, IMUNIDADE, LIMITAÇÃO, REQUISITOS, ESTABELECIMENTO, LEI COMPLEMENTAR, EXIGÊNCIA, QUESTÃO, ADIN, JULGAMENTO, REMESSA, RELEVÂNCIA JURÍDICA, EQUIVALÊNCIA, EXISTÊNCIA TB1006 , CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, ISENÇÃO, IMUNIDADE, RESTRIÇÃO, ENTIDADE BENEFICENTE, ASSISTÊNCIA SOCIAL, PRESTAÇÃO, GRATUIDADE, EXCLUSIVIDADE, EXIGÊNCIA, ATENDIMENTO, CARÁTER ASSISTENCIAL, ISENÇÃO, PROPORCIONALIDADE, MEDIDA CAUTELAR, DEFERIMENTO

Referências Legislativas

Observações

Votação: Unânime. Resultado: Referendar a concessão da liminar. Veja : ROMS-22192, ROMS-22360, MI-232, RTJ-137/965. Número de páginas: (37). Análise:(CTM). Revisão:(RCO). Inclusão: 15/01/01, (SVF). Alteração: 19/01/01, (SVF).
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