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28 de Julho de 2021
2º Grau
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Supremo Tribunal Federal STF - RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO : ARE 0027575-67.2007.8.07.0001 DF 0027575-67.2007.8.07.0001

Supremo Tribunal Federal
há 2 meses
Detalhes da Jurisprudência
Partes
RECTE.(S) : COMAL COMBUSTIVEIS AUTOMOTIVOS LTDA E OUTRO(A/S), RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS, RECTE.(S) : CONVER COMBUSTÍVEIS AUTOMOTIVOS LTDA, RECTE.(S) : CONTAGEM DERIVADOS DE PETRÓLEO LTDA, RECTE.(S) : GASOL COMBUSTIVEIS AUTOMOTIVOS LTDA, RECTE.(S) : AUTO POSTO CASCAO LTDA, RECTE.(S) : CANAA COMBUSTIVEIS PARA VEICULOS LTDA, RECTE.(S) : CAL COMBUSTIVEIS AUTOMOTIVOS LTDA, RECTE.(S) : CASCOL COMBUSTIVEIS PARA VEICULOS LTDA, RECTE.(S) : LUBRIFICANTES GASOL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA, RECTE.(S) : MELHOR POSTO DE COMBUSTIVEIS LTDA
Publicação
07/06/2021
Julgamento
2 de Junho de 2021
Relator
LUIZ FUX
Documentos anexos
Inteiro TeorSTF_ARE_1323495_2364d.pdf
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Decisão

DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário com agravo contra decisão de inadmissão do recurso extraordinário. O apelo extremo foi interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional. O acórdão recorrido ficou assim ementado: "APELAÇÃO AÇÃO CIVIL PÚBLICA – OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER – AGRAVO RETIDO DO AUTOR – APELAÇÃO – RECEBIMENTO DO – RECURSO – REGRA – EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO – POSSIBILIDADE – PRECEDENTES DO TJDFT – AGRAVOS RETIDOS DOS RÉUS – CASSAÇÃO DA SENTENÇA – CERCEAMENTO DE DEFESA – INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL – INEXISTÊNCIA DE NULIDADE – AGRAVOS DESPROVIDOS – MÉRITO – LIVRE CONCORRÊNCIA – MARGEM DE LUCRO – AUMENTO POR PESSOA JURÍDICA DOMINANTE DO MERCADO – ABUSO DE PODER ECONÔMICO – INTERESSE PÚBLICO – REPRESSÃO – INTERVENÇÃO DA JUSTIÇA – PODER-DEVER – RECURSO DESPROVIDO." Opostos os embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação do (s) art.(s) 1º, inciso IV; 5º, incisos XXXV, LIV, e LV; 170, caput e inciso IV; e 173, § 4º, da Constituição Federal. Decido. Analisados os autos, verifica-se que o Plenário da Corte, nos autos do ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes (Tema 660), reafirmou o entendimento de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional que dependa, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Militar. Cerceamento de defesa. Indeferimento de provas. Repercussão geral. Ausência. Proventos com remuneração correspondente ao grau hierárquico superior. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Esse entendimento foi reafirmado em sede de repercussão geral. Vide: i) ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13 - Tema 660 e ii) ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11 - Tema 424. 3. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 5. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita” (ARE nº 1.143.354-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1º/2/19). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão atacado a seguinte fundamentação: "No desenrolar da instrução processual, à meu juízo, restou suficientemente demonstrada a prática de preço excessivo ou abusivo, o que vedado pelo art. 20, inc. III e art. 21, inc. XXIV da Lei nº 8.884/94. (...) Nessa linha, tem-se que os réus não demonstram que o aumento dos lucros líquidos se deu por outro motivo, tal como incremento nas vendas; sequer se preocuparam com isso, o que só vem a fortalecer as alegações do autor." Desse modo, verifica-se que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário analisar a causa à luz da interpretação dada à legislação infraconstitucional pertinente e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário, pois a afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria indireta ou reflexa e a Súmula 279 desta Corte impede o reexame de provas. Sobre o tema, a propósito: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo e Previdenciário. Servidor estadual. Previdência complementar. Adesão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita” (ARE nº 1.210.720/SP - AgR, Tribunal Pleno, Min. Rel. Dias Toffoli (Presidente), DJe de 18/09/19). “Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636” (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/5). No mesmo sentido: RE nº 1.231.979/RJ - ED, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/12/19; RE nº 1.173.779/RS-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 31/5/19 e RE nº 832.960/DF-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Luiz Fux, DJe de 21/5/19. Além disso, o Supremo Tribunal Federal, examinando o Recurso Extraordinário com Agravo nº 639.228 segundo a sistemática da repercussão geral (Tema nº 424), decidiu que: não há repercussão geral (questão infraconstitucional) - Trânsito em Julgado Em 31/08/2011. Ex positis, nego seguimento ao recurso (alínea c do inciso V do art. 13 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Publique-se. Brasília, 2 de junho de 2021. Ministro LUIZ FUX Presidente Documento assinado digitalmente
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