O advogado de defesa de Geiza Dias dos Santos, Paulo Sérgio Abreu e Silva (que representa também o réu Rogério Tolentino), afirmou em sua sustentação oral que Geiza tinha função subalterna na área financeira da empresa SMP&B e apenas cumpria ordens, sem nenhum poder de gestão sobre o destino das verbas supostamente repassadas para a compra de apoio político.
Geiza Dias é acusada, pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, das supostas práticas dos crimes de formação de quadrilha (artigo 288 do Código Penal), lavagem de dinheiro (artigo 1º da Lei 9.613/1998) e corrupção ativa (artigo 333 do Código Penal). A denúncia sustenta que ela seria a responsável pela execução material da entrega de valores aos parlamentares e pelo encaminhamento ao Banco Rural dos nomes dos reais destinatários dos valores distribuídos. Gurgel a acusa ainda de ter exercido papel fundamental no envio de recursos para a conta supostamente mantida no exterior pelos réus Duda Mendonça e Zilmar Fernandes.
Para seu advogado, Geiza era uma empregada subalterna da SMP&B, sua função era bater cheques, afirmou Abreu e Silva. De acordo com sua descrição, a SMP&B emitia o cheque, endossava-o, transformava-o em dinheiro e o dinheiro era distribuído nas agências bancárias. Geiza comunicava ao banco quem iria receber. Pronto, acabou, sustentou. A defesa ressalta que na denúncia formulada pelo Ministério Público Federal as atividades de sua cliente são descritas apenas uma vez.
A gerente financeira da SMP&B, afirmou seu defensor, não conhece ninguém do Banco Rural, principalmente da diretoria, não conhece nenhum partido ou político e não conhece os beneficiados com as importâncias repassadas. Ao desempenhar os atos dos quais é acusada, estaria cumprindo ordens, caso contrário estaria despedida por justa causa. Sua posição subalterna, segundo a defesa, é confirmada por vários depoimentos constantes dos autos, entre eles o de Simone Vasconcelos, sua superiora hierárquica na agência de publicidade.
Para o advogado, o Ministério Público Federal não teve sensibilidade ao denunciar Geiza Dias moça pobre, que estudou com dificuldade e foi admitida na SMP&B em 1997 com salário de R$ 1.100 e demitida na época do escândalo com salário de R$ 1.740. Abreu e Silva afirmou que a gerente se limitava a exercer suas atribuições tesouraria, contas a pagar e receber e caixa da empresa. Nunca emitiu um cheque por vontade própria, nem podia, porque os cheques eram assinados pelos diretores, afirmou.
Sustentando a ausência de provas e alegando que Geiza não tinha conhecimento do suposto acordo entre a diretoria da agência e os dirigentes do Partido dos Trabalhadores, o que excluiria o dolo da associação para a prática de crimes, o advogado pediu, ao fim da sustentação, a sua absolvição. Geiza apenas cumpriu ordens de Simone Vasconcelos e virou ré numa ação penal desse tipo, considerado o maior escândalo do país. É demais, concluiu. CF/AD
Conservador 07 de Agosto de 2012 » postado em notícia relacionada
Esse julgamento não vai passar de um teatro (uma novela), cujo final todos já sabemos, ou seja, "pizza, pizza, pizza"!!
O STF não passa de um Tribunal Politico e de troca de favores, que não cumpre seu papel para com a sociedade Brasileiro, bem como os demais Tribunais do país, que durante anos a fim esconderam os valores ganhos dos seus Desembargadores, sem contar com a venda de Sentenças e Acordão que foram apuradas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), concluindo meu humilde raciocínio, não dá para confiar em nossa utópica Justiça e estamos a deus dará !!!
Joaquim Caldas 07 de Agosto de 2012 » postado em notícia relacionada
Temos de tirar o chapéu para a inteligência: quando Obama disse Lula é o cara,hoje Lula é o cara de pau culpado pelo mensalão?
molina 08 de Agosto de 2012 » postado em notícia relacionada
já estou vendo vários ministros do stf e procurador da rep. presos, com tudo isso que inventaram, não haverá como fugir da condenação.
kamila soriano de... 08 de Agosto de 2012 » postado em notícia relacionada
Excelente defesa do advogado! Mas o caso será julgado com a devida feição de justiça. Deixo minhas congratulações ao colega.
H.SANTOS 10 de Agosto de 2012 » postado em notícia relacionada
Os advogados dos réus mensaleiros estão devendo royalties ao ex-Lula. Repetem que os seus constituintes não sabem de nada, não viram nada, não têm nada com isso.
Estão rezando na cartilha do corifeu petista.
Mas não vão se livrar, porque isso seria macular a glória e o credo dos brasileiros.
Ouviram do Ipiranga e STF neles!
H.SANTOS 10 de Agosto de 2012 - 21:00:25
Ah, ah, ah ... mensaleiros!
O ouviram do Ipiranga há ecoar em seus ouvidos e, aí, talvez caiam na real.
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Disponível em: http://stf.jusbrasil.com.br/noticias/100023327/geiza-dias-era-funcionaria-subalterna-afirma-defesa